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Manifestantes protestam contra a PEC 241, na Câmara dos Deputados, em Brasília. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados (04/10/2016)
Metade do dinheiro do SUS (Sistema Único de Saúde) é proveniente do Ministério da Saúde. Entre 2011 e 2014, o porcentual de crescimento da despesa anual da pasta variou de 6,58% a 10,57%. Em 2014, o gasto atingiu a marca de R$ 101,8 bilhões (veja abaixo).
A Constituição (artigo 198, § 2º, I) obriga a União a destinar, em 2016, 13,2% de sua receita ao SUS. O índice decorre de uma emenda constitucional de 2015 que prevê o aumento progressivo anual desse percentual até 15% até 2020.
Até o ano passado, por força de uma lei de 2012, o governo federal tinha de repassar por ano à saúde o valor investido no ano anterior acrescido de, no mínimo, a variação do PIB (o valor de toda a produção gerada no país) no período.
Apesar de seus inúmeros problemas, o SUS só é o que é devido ao seu orçamento (cerca de R$ 200 bilhões por ano, se considerados os gastos da União, Estados e Municípios), puxado, em grande parte, pelo dinheiro do contribuinte que o governo federal repassa ao sistema. Um dos pilares de seu orçamento é justamente o porcentual mínimo constitucional.
E o que vai acontecer após a promulgação da PEC 241? Ela antecipa a aplicação da incidência porcentual de 15% para 2017, porém, o retira da Constituição no ano seguinte.
Entre 2018 e 2037 (19 anos), a despesa com saúde será reajustada anualmente pela inflação do ano anterior. O Banco Central projeta para 2017, por exemplo, uma inflação de 4,4%. Esse porcentual seria o crescimento do repasse ao SUS a ser aplicado em 2018.
Se, de fato, haverá corte na área da saúde, só as leis orçamentárias aprovadas anualmente pelo Congresso até 2037 poderão apontar. A única certeza é que o porcentual mínimo constitucional do SUS não precisará ser seguido ao longo de um período de quase duas décadas em que a população aumentará e, de forma acelerada, envelhecerá.
Mas, o que são 8 bilhões para o SUS? É mais do que todo o dinheiro gasto por ano pela Prefeitura de São Paulo com saúde (em 2015, a gestão Fernando Haddad liquidou 7,1 bilhões nessa área). Com essa verba, banca-se, além de toda a gama de serviços que compõem o SUS (vacinação, vigilância sanitária, dentro outros) uma extensa rede com mais de 400 postos de saúde espalhados pela periferia, 17 hospitais e 16 prontos-socorros _vários deles com problemas, mas todos com “porta aberta”, atendendo, aos trancos e barrancos, aos princípios de universalidade de acesso e integralidade de assistência previstos na Lei do SUS.
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