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Fachada do hospital Mandaqui, na rua Voluntários da Pátria, em Santana, zona norte de São Paulo. Foto: Léo Arcoverde/Fiquem Sabendo
Os hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) são a única alternativa para 4.555.617 de paulistanos (quatro em cada dez moradores da capital paulista) quando o assunto é o atendimento médico em casos de urgência e emergência. Mas, o número de pessoas, na cidade, que utilizam os serviços disponibilizados por esse tipo de unidade é bem maior.
É o que aponta levantamento feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados do Ministério da Saúde obtidos por meio da Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação). Eles foram tabulados pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (órgão responsável pela disponibilização das informações) e se referem a 2014 (esse estudo é o mais atualizado sobre o tema).
Os dados representam uma radiografia da rede de leitos hospitalares na cidade e da sua demanda, por região.
De acordo com eles, 8.584.706 de paulistanos utilizam os espaços para internação do SUS existentes na capital paulista. Isso representa 75% dos 11.446.275 utilizados como estimativa populacional da cidade na época em que o levantamento foi feito (veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo).
A atendente de hospital Adriana Adriana Aparecida de Oliveira, 40 anos, em frente ao hospital Mandaqui; ela não conseguiu atendimento para a filha. Foto: Léo Arcoverde/Fiquem Sabendo
A manhã de domingo (31 de maio) foi de viagem perdida para muitos pacientes que foram ao hospital Mandaqui, zona norte de São Paulo, em busca de atendimento com clínico-geral.
A reportagem conversou com três pacientes que deixaram o local após receberem a informação, dada por funcionários da unidade, de que não havia previsão de horário para o atendimento na área de clínica médica devido à grande quantidade de casos de emergência sendo realizados, como o socorro a vítimas de acidentes de trânsito.
A atendente Lilian Tomazini, 31 anos, disse ter acompanhado o tio dela, José Manoel dos Santos, 51 anos, por cerca de duas horas, mas que desistiu de esperar mais. Ele sofre de um problema crônico em um dos joelhos, que se agrava durante o frio e provoca uma dor intensa no local. “Meu tio está chorando de dor. É um descaso não haver clínico no pronto-socorro”, reclama.
Moradora do Jardim Tremembé, na zona norte, a atendente de hospital Adriana Aparecida de Oliveira, 40 anos, levou a filha, de 15 anos, ao hospital, após ela sentir, durante toda a noite, fortes dores na região acima da bacia (no lado direito da cintura). “Não temos plano de saúde. É um absurdo não recebermos atendimento”, diz.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde disse em nota que "não procede, de forma alguma, a informação de que não há médicos da especialidade clínica médica no pronto-socorro da unidade". Segundo a pasta, o hospital "prioriza atendimento a casos graves e gravíssimos, de pacientes levados pelo Samu e Resgate (do Corpo de Bombeiros)".
Pessoas com quadros menos graves, informou a assessoria de imprensa, "podem ter de esperar mais tempo pelo atendimento". "Mas não há falta de médicos na unidade", ressaltou.
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