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A entrada do pronto-socorro do hospital Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo; hospital foi o que recebeu maior quantidade de reclamações de pacientes entre janeiro e junho deste ano. Foto: Léo Arcoverde/Fiquem Sabendo
O Hospital Municipal Carmen Prudente, em Cidade Tirandentes, no extremo leste da capital paulista, recebeu 255 reclamações de pacientes entre janeiro e maio deste ano (12 por semana, em média). Isso fez dele o campeão de relatos relacionados à má prestação do serviço público de saúde na comparação com outros 16 hospitais e 16 prontos-socorros administrados pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) na cidade de São Paulo.
É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da AHM (Autarquia Hospitalar Municipal), vinculada à Secretaria Municipal da Saúde, obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).
Esses dados se referem ao número absoluto de reclamações de que foi alvo cada hospital da prefeitura. Não foi detalhada a quantidade de pacientes atendida por cada uma dessas unidades ao longo dos cinco primeiros meses de 2015.
O segundo lugar do ranking de reclamações ficou com o Hospital Municipal Moysés Deustchi, localizado no M’Boi Mirim, zona sul de São Paulo, com 171 relatos (oito por semana, em média).
Em seguida, na terceira colocação, aparece o Pronto-socorro Municipal 21 de Junho, na Freguesia do Ó, zona norte, com 156 relatos de má prestação de serviço (sete por semana, em média). (Veja o detalhamento desse ranking no infográfico abaixo.)
A doméstica Marinês Cunha dos Santos, 50 anos, que levou o filho de sete anos para ser atendido no pronto-socorro do hospital Cidade Tiradentes, na zona leste. Foto: Léo Arcoverde/Fiquem Sabendo
A doméstica Marinês Cunha dos Santos, 50 anos, levou o filho de sete anos, que sentia febre e dor de garganta, ao pronto-socorro do hospital Cidade Tiradentes na manhã desta terça-feira (28). Ela relatou que chegou na unidade por volta das 10h e que o atendimento só ocorreu cerca de duas horas depois.
Apesar da demora, ela elogiou o atendimento e disse que a existência do hospital é uma alternativa diante da falta de médicos de outras unidades de saúde da região. “Pelo menos aqui tem médico. Em outros hospitais e postos de saúde daqui da região, nem isso agente encontra.”
Já coordenador de teleatendimento Claudio Alves, 38 anos, chegou ao hospital com a namorada, que tem cálculo renal, pouco após as 5h desta terça. Ele disse que, apesar de o primeiro atendimento a ela ter se dado rapidamente, o tempo de espera para ela ser reavaliada pelo médico, após receber medicação, foi de mais de quatro horas. “Demora muito para haver o retorno”, diz.
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