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O economista francês Thomas Piketty, professor da École d'Économie de Paris, na França. Foto: Emmanuelle Marchadour/Divulgação.
Passados mais de seis meses desde o lançamento, no Brasil, de O capital no século XXI, de Thomas Piketty, pouco se falou, nos textos de análise do livro publicados na imprensa, sobre dois temas que, apesar de não serem centrais na obra, são de grande importância: o papel da transparência e a busca pela eficiência do setor público.
Quanto à transparência, o economista francês e autor do aclamado tratado sobre a desigualdade é categórico, ao afirmar: “O acesso a melhores dados pode influenciar o processo político e o debate democrático e orientá-lo numa direção mais favorável ao interesse geral”. E ainda: “Sem informação partilhada, não poder haver democracia econômica”.
Ao defender a criação de um imposto mundial sobre o capital, para regular o capitalismo patrimonial globalizado do século XXI, Piketty argumenta que esse tributo deve "permitir que se atinja um objetivo de transparência democrática e financeira sobre os patrimônios e os ativos detidos pelos indivíduos em escala internacional".
Com isso, diz o autor, "os benefícios para a democracia seriam consideráveis". Segundo Piketty, "é muito difícil haver um debate tranquilo atual (...) enquanto reinar tamanha opacidade sobre a distribuição das riquezas e das fortunas". Em outras palavras, ele ressalta: "O debate democrático não pode se desenvolver sem uma base estatística confiável".
De acordo com Piketty, as diferentes formas de controle democrático do capital "dependem, em grande medida, do grau de informação econômica de que as pessoas dispõem". "A transparência econômica e financeira não é apenas um desafio fiscal. É também, e talvez principalmente, um desafio de governança democrática e de participação nas decisões."
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