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Apreensão de cocaína explode nos aeroportos de Brasília e Recife

Apreensão de cocaína explode nos aeroportos de Brasília e Recife

Saguão do Aeroporto Internacional de Brasília; terminal regisrou a apreensão de 27,5 kg de cocaína em 2015. Foto: Jua Pita/Inframerica

A quantidade de cocaína apreendida no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), saltou de 2,3 kg para 27,5 kg entre 2014 e 2015. Isso equivale a um aumento de 1.095%.

O número de “mulas” do tráfico presos no terminal de passageiros aumentou de um para oito entre um ano e outro.

Outro aeroporto que registrou um aumento expressivo na quantidade de cocaína apreendida foi o Aeroporto Internacional do Recife – Gilberto Freyre. Lá, em 2014, foram apreendidos 7 kg da droga; em 2015, foram 15,4 kg (120% a mais). A quantidade de suspeitos presos (três) não se alterou de um ano para outro.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Polícia Federal por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

Reportagem publicada nesta terça-feira (23) pelo Fiquem Sabendo mostrou que o número de brasileiros presos com drogas em aeroportos do país dobrou entre 2014 e 2015 (veja no quadro abaixo).

Dobram prisões de brasileiros com drogas em aeroportos

Número de prisões de europeus cresce ano após ano

De acordo com as informações disponibilizadas pela Polícia Federal, o número de europeus presos com drogas em aeroportos brasileiros tem crescido nos últimos anos.

Em 2013, 57 suspeitos procedentes de países da Europa foram presos com entorpecentes nos terminais de passageiros de todo o país. Em 2014, esse número subiu para 60 até, no ano passado, atingir a marca de 66.

Parte desses presos são “mulas” do tráfico vindas do leste europeu. Em 2015, por exemplo, sete dos presos eram da Letônia, cinco eram da Romênia e outros três, da Rússia.

PF diz não comentar variações no número de ocorrências

A Polícia Federal disse por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que “não comenta variações no número de ocorrências”.

 

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