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O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, durante entrevista coletiva na qual detalhou o projeto de redução de velocidade nas marginais. Foto: Cesar Ogata/ Secom (08/07/2015)
Ao entrar com uma ação contra a Prefeitura de São Paulo, solicitando à Justiça a revogação da redução das velocidades máximas nas marginais Tietê e Pinheiros, a OAB/SP (Ordem dos Advogados do Brasil/Seção de São Paulo) alegou _dentre seis prováveis consequências negativas decorrentes da medida_ que haveria “mais e melhores condições” de ocorrerem “práticas criminosas, como furtos, roubos, assaltos à mão armada” nas duas vias.
Sustentou ainda que a redução da velocidade traria “um concreto perigo de arrastões na marginal pela paralisação do movimento de veículos que nela trafegam”.
Para verificar se estas previsões da OAB/SP se concretizariam, o Fiquem Sabendo analisou as ocorrências criminais registradas pela Polícia Militar em dois períodos: nos 30 dias anteriores à entrada em vigor da redução de velocidade (20 de junho e 19 de julho) e nos 30 dias posteriores à mudança (20 de julho [data em que a nova regra passou a valer] a 18 de agosto).
Esses dados, compilados pelo CPTran (Comando de Policiamento de Trânsito), foram obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).
De acordo com os números disponibilizados pelo órgão, o número de roubos e furtos não se alterou entre um período e outro: foram dois roubos e um furto em cada um deles _todas essas ocorrências se deram na marginal Tietê.
Foi verificado, porém, um aumento na quantidade de ocorrências criminais registradas na via.
Nos 30 dias anteriores à redução da velocidade, o CPTran registrou um total de nove ocorrências: além dos roubos e furtos, houve três capturas de foragidos da Justiça, dois casos de estelionato e uma ocorrência de falsificação de CNH (Carteira Nacional de Habilitação).
Já nos 30 dias posteriores à mudança, o número de ocorrências saltou para 17 (quase o dobro). Foram elas: dois roubos, um furto, três capturas de foragidos da Justiça, cinco casos de receptação, dois de tráfico de drogas, um de porte ilegal de arma e três de falsificação de CNH. (Veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)
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