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Afinadíssimos, o presidente da República, Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Carolina Antunes/PR (18/09/2016)
Prevista para ser aprovada nas próximas horas em segundo turno na Câmara dos Deputados, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241, que prevê o congelamento dos gastos da União até 2037, utiliza como critério para proteger o orçamento do SUS (Sistema Único de Saúde) um índice de inflação inferior à correção histórica anual do custo do serviço público de saúde.
É o que aponta cruzamento de dados feito pelo Fiquem Sabendo com base em números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que calcula o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que está no texto atual da PEC, e da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que aufere mensalmente a inflação do setor de saúde.
Nos últimos 12 meses, por exemplo, o IPCA acumula 8,47% de alta. Já a inflação da saúde medida pela Fipe no período é de 12,21%. Isso representa uma diferença de 44%.
A reportagem também cruzou os dados dos últimos anos. Na maioria deles, a inflação do serviço de saúde foi superior ao índice médio do IBGE.
Na avaliação de especialistas, na prática, isso quer dizer que a regra estipulada pela PEC 241 (instituir como piso dos gastos da União na área da saúde o orçamento do ano anterior corrigido pelo IPCA do período) não protege os investimentos destinados pela União ao SUS. Pelo contrário: representará uma perda real caso os gastos anuais se restrinjam ao investimento mínimo a cada ano _que é a única garantia instituída pela Proposta de Emenda à Constituição.
Pelo texto atual da PEC 241, a nova regra do piso da saúde valerá de 2018 a 2037. No ano que vem, o gasto mínimo em saúde será de 15% da RCL (Receita Corrente Líquida) da União.
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