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Vozes de Impacto: programa da FS uniu formação e mentoria profissional para mulheres jornalistas

Equipe Fiquem Sabendo

Publicado em: 05/06/2025
Atualizado em: 05/06/2025
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Com apoio da Embaixada Britânica, curso online certificou 225 mulheres; oito receberam microbolsas para produzir reportagens investigativas.

As investigações produzidas pelas bolsistas do programa de formação “Vozes de Impacto: Jornalismo Investigativo sobre Direitos Humanos e Democracia”, desenvolvido pela Fiquem Sabendo com apoio da Embaixada Britânica, foram publicadas em março, Mês da Mulher. Entre os meses de novembro e dezembro de 2024, foram certificadas 225 mulheres em um curso online sobre investigação em direitos humanos. Oito participantes foram selecionadas em edital de microbolsas e mentoria para produção de reportagens, produzidas de janeiro a março.

As publicações foram veiculadas em portais jornalísticos de diferentes regiões do país, abordando questões como direitos reprodutivos, violência doméstica, trabalho sexual de mulheres trans e travestis, entre outras questões ligadas á saúde e segurança da mulher nas diversas regiões do país. Ainda, dados obtidos pelas bolsistas via Lei de Acesso à Informação (LAI) foram disponibilizados nas edições da newsletter Don’t LAI To Me deste mês, e uma série de novos verbetes na WikiLAI serão publicados como guia para acessar dados públicos sobre direitos de gênero.

Formação online    
A primeira fase do “Vozes de Impacto” contou com uma formação online, entre os meses de novembro e dezembro de 2024, sob coordenação de Maria Eduarda Frisoni. Em cinco aulas obrigatórias, além de especialistas da Fiquem Sabendo, como o presidente e cofundador Leo Arcoverde e a diretora executiva e cofundadora Maria Vitória Ramos, os módulos contaram com convidadas de várias organizações, como a  Manuela Gimenez, coordenadora de Desenvolvimento Territorial da Politize!; Liliane Santos, analista de incidência política da Redes da Maré; Jamile Santana, coordenadora da Escola de Dados e Vitória Régia, presidente e a diretora de conteúdo da Gênero e Número. Também foram realizadas duas sessões de conversas com Kátia Brasil, cofundadora da Amazônia Real, e Larissa Carvalho, fundadora do Negrê. A formação resultou ainda na criação de uma rede com mais de 300 mulheres no WhatsApp.

Vitória Régia da Silva, Presidente e Diretora de Conteúdo da Gênero e Número, ministrou a oficina 'Gênero e Raça em Pauta' no curso 'Vozes de Impacto: Jornalismo Investigativo sobre Direitos Humanos e Democracia'.

No total, 225 participantes concluíram pelo menos 80% do curso, adquirindo habilidades aprimoradas em jornalismo de dados, reportagem investigativa e práticas de jornalismo ético. As participantes preencheram autoavaliações sobre como as palestras melhoraram sua compreensão dos tópicos, sendo os que tiveram maior aprendizado o módulo sobre Lei de Acesso à Informação (LAI) e Violação de Direitos Humanos, com 67% de crescimento de conhecimento adquirido, e sobre Jornalismo de Dados, com 68% de crescimento. Os resultados reforçam o sucesso do programa no desenvolvimento de expertises de investigação jornalística baseada em dados. 

Bolsas e mentorias    
Após as aulas, foi lançado um edital, em dezembro de 2024, para selecionar oito bolsistas para produção de reportagens investigativas em seus territórios, com base nos temas: gênero; raça, direitos humanos e democracia. As mulheres selecionadas receberam uma bolsa de R$ 8 mil, e tiveram mentoria com especialistas da Fiquem Sabendo para a investigação. As mentorias foram lideradas pelas jornalistas Marta Alencar e Aline Gatto Boueri, com coordenação de Maria Vitória Ramos e apoio técnico da equipe da Fiquem Sabendo.


Para a mineira Maria Paula Monteiro Machado, jornalista feminista, que integra movimentos sociais de luta pelos direitos das mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, a formação do projeto foi essencial para a sua carreira, principalmente com relação a aprender a fazer seus primeiros pedidos de Lei de Acesso à Informação (LAI).

“Recebi orientações e aprendi sobre ferramentas que vou levar por toda a vida profissional, certamente. Para produzir a reportagem, também fiz meus primeiros pedidos de LAI da vida, a partir do que foi ensinado e do que está disponível na WikiLAI”.

Jornalista de Recife (PE), militante pela comunicação antirracista, Martihene Oliveira ressalta que o curso foi extremamente importante para suas investigações locais:

“Com assuntos complexos, mas acessíveis, distribuídos pelas aulas que tivemos e com professoras/es que atuam com trabalhos extremamente relevantes para a nossa sociedade, me senti firme e esperançosa para construir minha investigação e acolhida nessa proposta, de uma forma singular.”.

De Rondônia, a jornalista Maíra Streit, que atualmente reside em Portugal, declara que a formação do projeto foi como um presente, tanto no aspecto profissional quanto pessoal:

“Desde o início, senti uma sensibilidade e um cuidado especial com cada participante, o que fortalece em nós a sensação de pertencimento, de fazer parte de uma comunidade integrada e disposta a dar o seu melhor neste trabalho. Utilizei todos os conhecimentos adquiridos no curso para a construção da minha reportagem.”.

Entre janeiro e março, além de sessões individuais com as mentoras, as bolsistas tiveram oficina e direcionamentos com o engenheiro de dados da FS,  Igor Laltuf, e com a equipe de Advocacy, nas figuras de Bruno Morassutti, diretor da área e cofundador da FS, e João Zaidan, estagiário de Direito.

Veículos parceiros    
As reportagens das bolsistas foram publicadas em parceria com veículos, que também prestaram apoio editorial às repórteres. O site Gênero e Número repercutiu investigações de três bolsistas e Marco Zero publicou duas reportagens. Outras publicações ocorreram nos sites Matinal Jornalismo; Sargento Perifa; Afoitas; AzMina, Agência Diadorim; Público (Portugal) e Correio Braziliense.

Os dados obtidos pelas jornalistas na apuração foram compartilhados para livre reprodução em novas investigações em duas edições da newsletter Don’t LAI To Me. A experiência no acesso aos dados públicos também foi transformada em verbetes para a WikiLAI. As reportagens também tiveram repercussão em outros canais e instituições, como a Newsletter Brasis da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), Instituto Patrícia Galvão e a Rádio da Universidade Federal do Maranhão em Imperatriz.

Conheça as bolsistas e as reportagens

Francielly Barbosa    
De São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Francielly Barbosa cursa Jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem interesse por cobertura de direitos humanos. É também estagiária da Agência Brasil. Na reportagem “Muito além das esquinas: Mulheres trans e travestis trabalhadoras sexuais no Rio de Janeiro” publicada na Agência Diadorim, a jornalista garimpou informações sobre mulheres trans e travestis no trabalho sexual, com foco em seu estado, o Rio de Janeiro.

Juliana Cunha    
Natural de São Paulo, Juliana é professora de Direito, advogada, educadora popular e membra do Coletivo de Juristas Feministas de São José dos Campos. Na reportagem “Desprotegidas: Só 13% das Delegacias de Defesa da Mulher funcionam 24 horas em São Paulo”, publicada na Gênero e Número, Juliana mostra que, no ritmo atual, São Paulo demoraria 35 anos para garantir que todas as delegacias que já existem funcionem de acordo com a lei.

Letícia Barbosa
Estudante de jornalismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Letícia atua como comunicadora em veículos de mídia independente, entre eles a Caburé. Na reportagem “Lei da laqueadura impacta o número de procedimentos em Pernambuco, mas mantém desigualdade no acesso”, publicada no Marco Zero Conteúdo, Letícia destaca que barreiras persistem, como a concentração dos serviços de laqueadura em Recife e a dificuldade de acesso ao planejamento reprodutivo.

Maíra de Jesus Soares    
Jornalista maranhense com experiência em reportagens de fôlego e humanizadas, com foco em gênero, direitos humanos e territórios, atualmente cursa Artes Visuais na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na reportagem “Interrompidas: Sem apoio, adolescentes no Maranhão abandonam a escola após a gravidez”, publicada na Gênero e Número, Maíra conta com depoimentos de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social que abandonaram a escola devido à gravidez precoce.

Maíra Streit    
Nascida  em Rondônia, região Norte do Brasil, Maíra tem 38 anos, quase 20 dedicados ao Jornalismo. Reside em Lisboa (Portugal), onde é repórter freelancer no jornal A Mensagem de Lisboa. Na reportagem “Ao fugirem da violência doméstica, mães brasileiras são acusadas de sequestro dos próprios filhos”, publicada no Público (Portugal) e também no Correio Braziliense, com o título “Mães brasileiras são tratadas como sequestradoras”. Maíra mostra que Portugal é o país com maior número de cidadãs brasileiras residentes no exterior que buscam a rede consular em busca de ajuda por episódios de subtração de menores.

Maria Paula Monteiro    
De Minas Gerais, Maria Paula é  jornalista feminista, integra movimentos sociais de luta pelos direitos das mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ e é mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na investigação “Vereadores pelo país tentam barrar o acesso ao aborto legal”, publicada na Revista AZMina, ela mostra que, entre 2017 e 2024, foram apresentados 103 projetos de lei sobre aborto ou nascituro nas Câmaras Municipais das capitais..

Martihene Oliveira    
De Pernambuco, Martihene Oliveira é jornalista, militante pela comunicação antirracista e fundadora do Sargento Perifa e do Podcast Perifa Cast. Na investigação “A dificuldade das mulheres da periferia de acessar serviços de saúde mental”, publicada nos sites Marco Zero, Sargento Perifa e Afoitas, Martihene revela as barreiras que negras e periféricas enfrentam para obter atendimento psicológico na Região Metropolitana de Recife.

Sofia Utz     
Estudante de Jornalismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e de história na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atualmente, estagia no Jornal do Comércio. A reportagem “Desassistidas: Gestantes e puérperas presas no Rio Grande do Sul enfrentam falta de profissionais de saúde” foi publicada na Gênero e Número e também no Matinal Jornalismo, com o título “Gestantes e puérperas do Madre Pelletier enfrentam carência de profissionais da saúde”.    
 

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