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Estoque de cloroquina do Exército fabricado em 2020 vence em junho

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Quase dois anos depois do início da pandemia no Brasil, o Exército ainda possuía um estoque de 83,1 mil comprimidos de cloroquina fabricados por seu Laboratório Químico Farmacêutico, com validade até junho. Os dados foram fornecidos em janeiro à Fiquem Sabendo.

Após acelerar a produção do remédio para tratar a Covid-19 a pedido do presidente Jair Bolsonaro, mesmo sem eficácia comprovada do medicamento, a corporação chegou a ter 400 mil comprimidos parados, uma sobra maior do que o total produzido em anos anteriores.

Veja outros  dados que já publicamos sobre cloroquina

Na edição #38 da Don’t LAI to me, divulgamos uma nota informativa emitida pela Anvisa em que o órgão alertava o governo para que usasse cloroquina somente para fins descritos na bula do remédio.

O chefe da assessoria de apoio para assuntos jurídicos do Exército viu com diversas ressalvas um orçamento feito pelo Laboratório Químico e Farmacêutico da instituição para a compra de cloroquina, mesmo sem comprovação científica, conforme revelamos na edição #43 da Don’t LAI to me.

Também mostramos que o Itamaraty intercedeu por compra e entrega de hidroxicloroquina da Índia para empresas brasileiras. Telegramas obtidos por nossa equipe foram utilizados nas investigações da CPI da Covid e em uma reportagem de capa no Estadão. Confira aqui na edição #48 da Don’t LAI to me. 

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Este conteúdo saiu primeiro na edição #74 da newsletter da Fiquem Sabendo, a Don’t LAI to me. A newsletter é gratuita e enviada quinzenalmente, às segundas-feiras. Clique aqui e inscreva-se para receber nossas descobertas em primeira mão também.