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Grajaú e Cidade Ademar lideram fila de espera de creches em São Paulo na pandemia; veja lista por bairros

Problema histórico na cidade de São Paulo, a fila de creches concentra hoje 24,3 mil crianças à espera de uma vaga. Os bairros da região Sul enfrentam o maior gargalo, com 10,8 mil lugares em falta. Grajaú e Cidade Ademar são os que mais sofrem com a escassez de creches, com 1.605 e 1.370 posições na fila. É o que mostra levantamento da Fiquem Sabendo, a partir de dados do sistema Escola On-line (EOL) enviados pela Secretaria Municipal de Educação via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Reportagem em parceria com o Yahoo Brasil, acesse aqui.

Em geral, quanto mais central é o bairro, menor é a fila. Não há mais do que 155 famílias aguardando vaga nas creches do Centro. A menor delas é na Consolação, com apenas uma criança. Mesmo nos distritos que fazem parte da região Sul, mas que são mais centrais, o tamanho da fila cai bastante. Em Moema, por exemplo, são 62 posições.

A maior demanda é pelo primeiro nível do berçário, em uma fila que acumula 14,8 mil pessoas. Grajaú e Jardim Ângela estão no topo dessa espera, com um total de 1.904 crianças de quatro meses até um ano e meio de idade.

Aprovado em 2015, o Plano Municipal de Educação de São Paulo estabelece que, até 2024, no mínimo 75% das solicitações de vagas para crianças de 0 a 3 anos sejam atendidas. O prazo coincide com o fim do mandato do prefeito eleito em novembro deste ano, conferindo a ele ou ela o desafio de amenizar essa dificuldade crônica na cidade.

Com a pandemia, o cenário pode se agravar ainda mais devido ao cancelamento de matrículas em escolas particularesA educação infantil é a etapa mais complicada de ser adaptada à modalidade virtual, e muitos pais têm optado por tirar as crianças da escola, como uma forma de reduzir as despesas em meio à crise. O receio é de uma demanda massiva por transferência de alunos para a rede pública, exigindo ainda mais de um sistema já sobrecarregado.

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