Em julho de 2005, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) abriu sindicância interna para apurar os responsáveis pelo vazamento de informações sigilosas à imprensa. À época, o Correio Braziliense e o Estado de Minas publicaram reportagem revelando que o chefe do GSI, general Jorge Armando Félix, não alertou o presidente Lula sobre as suspeitas de corrupção nos Correios identificadas pelo serviço secreto do governo.
A comissão de investigação não encontrou os responsáveis pelos vazamentos, porém encontrou indícios de que agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vazaram informações do serviço secreto para a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Os indícios surgiram a partir de três depoimentos, incluindo da própria chefe de gabinete do então diretor-geral da Abin.
A informação consta em documento secreto produzido pelo GSI em 4 de julho de 2005. O sigilo para o arquivo expirou em julho de 2020, e o documento foi disponibilizado pela Presidência da República após requerimento de um cidadão.
Para mais informações sobre como obter documentos desclassificados de sigilo, veja este verbete da WikiLAI.