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10 carros mais roubados na cidade de São Paulo

10 carros mais roubados na cidade de São Paulo

Celta 1.0; 1.809 veículos deste modelo foram roubados na cidade de São Paulo em 2014. Foto: Divulgação/Chevrolet

Com 1.809 assaltos contabilizados em 2014, o Celta 1.0 foi o carro mais roubado na capital paulista no período. Esse número representa uma média de cinco roubos a cada dia.

O segundo carro mais visado pelos ladrões em São Paulo é o Palio Fire Economy. Foram registrados 1.737 roubos de veículos desse modelo em 2014. A terceira colocação é ocupada pelo Gol 1.0, com 1.730 casos contabilizados em um ano.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Polícia Civil do Estado de São Paulo obtidos por meio da Lei Federal n° 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

A reportagem elaborou o ranking dos dez carros mais roubados na cidade. O levantamento se baseia no modelo de cada veículo e, por isso, aparece nele três tipos de Palio e dois de Uno. (Veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)

10 carros mais roubados na cidade de São Paulo

As estatísticas criminais do ano de 2015 ainda não foram concluídas pela polícia.

Todos os carros que aparecem no ranking são populares.

A cada dia, 10 Palios são roubados na capital paulista

A soma dos três modelos de Palio que constam do levantamento feito pela reportagem aponta que 3.566 carros dessa marca foram tomados de assalto nas avenidas e ruas da cidade de São Paulo em 2014. Isso representa uma média de dez roubos a cada dia.

A lista aponta ainda que 928 Kombis foram roubadas em São Paulo em 2014. Esse número equivale a uma média de 18 assaltos por semana.

Por que isso é importante?

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu art. 144, que a segurança pública corresponde a um “dever do Estado” e um “direito e responsabilidade de todos” e que ela é exercida “para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

O Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940) prevê, no seu art. 157, uma pena de reclusão de quatro a dez anos e multa para quem comete o crime de roubo.

Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, a pena é aumentada em um terço.

Carros populares têm mais mercado para revenda ilegal de peças, afirma secretaria

A Secretaria de Estado da Segurança Pública disse por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que “é natural que, em uma lista de veículos mais roubados, os modelos populares ocupem as posições mais altas do ranking, uma vez que são os mais vendidos e, por consequência, têm mais mercado para revenda ilegal de peças”.

Veja a íntegra da nota que a pasta enviou à reportagem:

“A Secretaria da Segurança Pública informa que o policiamento ostensivo e preventivo é baseado a partir da análise dos locais onde há maior incidência de ocorrências, entre outros aspectos. É natural que, em uma lista de veículos mais roubados, os modelos populares ocupem as posições mais altas do ranking, uma vez que são os mais vendidos e, por consequência, têm mais mercado para revenda ilegal de peças. Para verificar os veículos mais visados, a reportagem deveria contrastar a quantidade de modelos mais roubados proporcionalmente com a venda atingida por essas marcas.

Para combater o roubo de veículos e a venda de peças ilegais foi sancionada em 2014 a Lei dos Desmanches, que com ela foi possível de janeiro a novembro de 2015 fechar 144 estabelecimentos irregulares de venda de autopeças usadas. Ao todo, 637 comércios foram vistoriados por equipes policiais este ano em todo o Estado de São Paulo.

Também nesse período, os roubos de veículo diminuíram 21,94%, de 90.526 para 70.667 casos – a menor quantidade desde 2010. No mesmo período, os furtos de veículos recuaram 10,79% na comparação com os mesmos 11 meses do ano passado. O total baixou de 114.982 para 102.572 ocorrências.

O trabalho do governo estadual de combate aos crimes envolvendo veículos tem gerado resultados além da segurança da população. A diminuição das ações delituosas auxiliou na desaceleração do aumento dos seguros. Este ano, o valor das apólices aumentou apenas 0,9%, abaixo da inflação e do custo de reparação.”

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