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30 faróis que mais quebram na cidade de São Paulo

30 semáforos que mais quebram na cidade de São Paulo

Cruzamento da avenida Marquês de São Vicente com a praça Pedro Corazza, na Água Branca; local registrou 46 panes em 2015. Foto: Léo Arcoverde/Fiquem Sabendo

Com 46 panes contabilizadas em 2015, o cruzamento do entorno da praça Pedro Corazza, no encontro das avenida Marquês de São Vicente e Ermano Marchetti, na Água Branca, zona oeste, registrou a maior quantidade de panes de semáforos de toda a cidade de São Paulo no ano passado. Houve, em média, uma ocorrência a cada oito dias.

O segundo cruzamento da capital paulista que registrou mais panes em 2015 foi o da av. Domingues Ferreira com a rua Geraldo Vieira de Castro, em Itaquera, zona leste. Esse local registrou 35 panes em 12 meses (uma a cada dez dias).

Em seguida, na terceira colocação do ranking, aparece a esquina das avenidas Inajar de Souza e Nossa Senhora do Ó, na Freguesia do Ó, zona norte, com 33 panes em 2015 (média de um caso a cada 11 dias).

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da CET-SP (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo) obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com as informações disponibilizadas pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), parte dos 30 cruzamentos mais problemáticos da cidade ficam em vias importantes, como as Rio Branco, Nove de Julho e até mesmo a Paulista. (Veja o detalhamento desse levantamento no infográfico abaixo.)

30 faróis que mais quebram na cidade de São Paulo

Número de panes caiu 59% desde início de reforma de cruzamentos

Entre janeiro e novembro de 2015, São Paulo contabilizou 6.276 panes em semáforos.

Esse número representa uma queda de 59% em relação ao mesmo período de 2013, primeiro ano da gestão Fernando Haddad, quando a prefeitura iniciou a execução de um grande contrato, orçado em cerca de R$ 220 milhões, para reformar os semáforos de 4.800 cruzamentos da cidade.

Entre janeiro e novembro de 2014, a CET registrou 10.085 panes.

Por que isso é importante?

A Lei Federal nº 12.587/2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, define, em seu art. 5º, como um dos princípios do transporte público “a eficiência, a eficácia e a efetividade” de quem presta esse serviço e “a segurança no deslocamento das pessoas”.

Essa mesma lei, que foi sancionada no dia 3 de janeiro de 2012 e entrou em vigor 100 dias depois, ou seja, no dia 13 de abril do mesmo ano, diz, ainda, em seu art. 14, inciso I, que é direito do usuário do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana “receber o serviço adequado”.

Reforma trouxe inquestionável avanço na redução das ocorrências, diz empresa

A CET-SP disse em nota enviada por sua assessoria de imprensa que a reforma de parte do parque semafórico da cidade trouxe “inquestionável avanço na redução das ocorrências” na cidade.Informou ainda que as panes se devem a variados fatores, como a falta de energia e o furto de fios, por exemplo.

Leia, abaixo, a íntegra da nota que a empresa enviou à reportagem:

“Os resultados do Programa de Recuperação do Sistema de Sinalização de Controle de Tráfego expressam inquestionável avanço na redução do quadro de ocorrências semafóricas, atualmente em patamares significativamente inferiores, em média menor que 0,5% do total de aproximadamente 6.318 cruzamentos semafóricos, se comparado ao período que antecede o início do contrato em 2013 quando chegavam a alcançar 400 ocorrências/dia.

Com a revitalização semáforica, continuamos a tomar providências para diminuir os índices de ocorrências que acontecem na cidade como nos locais citados que são atribuídos a vários fatores como:             

  1. incidência e reincidência de ato de vandalismo com furto de cabos e equipamentos semafóricos;
  2. falta de energia elétrica e/ou variação de tensão constante na rede elétrica que alimenta os equipamentos semafóricos, nos locais não contemplados com instalação de nobreaks, ou, onde existam referidos equipamentos, todavia, com períodos de interrupção de energia superiores a duas horas;
  3. abalroamento de colunas semafóricas e/ou controladores por acidentes de trânsito;
  4. obras civis de grande porte nas principais vias da cidade.”
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