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10 rodovias paulistas que registraram mais mortes em acidentes em 2015

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Anhanguera lidera mortes em acidentes entre janeiro e junho

Trecho da rodovia General Euryale de Jesus Zerbine, na região de Mogi das Cruzes, no interior paulista. Foto: Edson Lopes Jr/ A2AD (08/01/2015)

A rodovia Anhanguera (SP-330) registrou 47 mortes decorrentes de acidentes entre janeiro e junho deste ano (uma a cada quatro dias, em média).

Isso fez dela a campeã de acidentes fatais dentre as estradas estaduais nesse período.

A rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55) aparece em segundo lugar do ranking, com 46 mortes ao longo dos seis primeiros meses de 2015.

A terceira colocação ficou com a rodovia Raposo Tavares (SP-270), com 40 mortes.

É o que aponta levantamento feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados do CPRV (Comando de Policiamento Rodoviário) obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação). (Veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)

10 rodovias que registraram mais mortes em acidentes entre janeiro e junho

Acidentes caíram 25% em relação ao mesmo período de 2014

O número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito nas rodovias estaduais paulistas caiu 25% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2014 (de 439 para 329 mortes). (Veja no infográfico abaixo.)

10 rodovias com mais mortes em acidentes em 2015

Em algumas rodovias, a queda percentual na quantidade de mortes foi ainda maior: na Raposo Tavares, por exemplo, houve uma queda de 63 para 40 mortes (-36%) entre a primeira metade de 2014 e o mesmo período de 2015.

Excesso de velocidade é uma das principais causas das batidas

Segundo a Polícia Militar Rodoviária, são cinco as principais causas dos acidentes nas rodovias que cortam o território paulista:

  1. Excesso de velocidade;
  2. Ultrapassagem em local proibido;
  3. Ingestão de bebida alcoólica pelo condutor do veículo;
  4. Não utilização do cinto de segurança no banco traseiro e
  5. Imprudência.

Por que isso é importante?

A Lei Federal nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), em seu art. 1º, § 2º, diz que “o trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito”.

Esse mesmo artigo, no § 3º, diz que “os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro”.

A Polícia Militar do Estado de São Paulo, responsável administrativamente pelo Comando de Policiamento Rodoviário, faz parte do Sistema Nacional de Trânsito.

Acidentes caíram significativamente nos últimos anos, diz concessionária

A concessionária CCR AutoBAn, que administra 147 km da rodovia Anhanguera (entre a capital e Cordeirópolis), disse em nota enviada por sua assessoria de imprensa que realiza “diversas campanhas de segurança com orientações sobre condução segura em rodovias”.

Só no primeiro semestre deste ano, diz a concessionária, as campanhas trataram de temas como a travessia segura de pedestres e o incentivo ao uso da cadeirinha. Nesse período, foram entregues 250 mil folhetos com orientações aos usuários da via.

A concessionária afirmou que realiza a gestão do tráfego da via. Questões relacionadas à fiscalização são de responsabilidade do Estado, segundo a empresa.

Ainda segundo a concessionária, os índices de acidentes, mortos e feridos _que levam em consideração fatores o fluxo de veículos na rodovia_ “reduziram significativamente no Sistema Anhanguera-Bandeirantes desde o início da concessão”, em 1998. “Em 1997 (antes da concessão), o índice de mortos era de 5.7. Em 2015, foi reduzido para 1,5.”

“Desde que assumiu a concessão do Sistema Anhanguera-Bandeirantes, em 1998, a CCR AutoBAn conseguiu reduzir os acidentes em aproximadamente 24,5% e as vítimas fatais em 61%.”

A concessionária Arteris, responsável pela administração do outro trecho da Anhanguera (entre Corteirópolis e a divisa com Minas Gerais), disse que a redução dos acidentes é uma prioridade do grupo, que “desenvolve ações em diversas frentes para o cumprimento deste objetivo: modernização das rodovias, obras de revitalização e recuperação de pistas, ações educativas, apoio para o trabalho de fiscalização do Comando de Policiamento Rodoviário da PM, educação viária, entre outras medidas”.

De acordo com a concessionária, a análise dos acidentes mostra que a “imprudência é um fator crítico para a diminuição do número de acidentes”. “Diante disso, são realizadas diversas ações em parceria com o Comando de Policiamento Rodoviário da PM de forma a ajudar o trabalho de fiscalização e educação promovido pela corporação. Nos pontos da rodovia com maior número de acidentes são realizadas ações de monitoramento e avaliação para que se implementem medidas de prevenção.”

A Arteris afirmou ainda que a posição da Anhanguera no ranking elaborado pela reportagem “deve levar em conta o fato de que a rodovia é a mais longa do Estado, com 453 km de extensão”.

O CPRV também não se manifestou.

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