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Com 1 fraude detectada a cada hora, zona leste é campeã de gatos de água

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Zona leste reina absoluta no ranking de 'gatos' de água em São Paulo

Não há quem possa com a zona leste de São Paulo em matéria de “gatos” (furtos) de água da rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Em 2015, a região mais populosa da cidade, juntamente com municípios vizinhos à capital paulista próximos a ela, registraram 8.966 gatos.

Esse número representa uma média de uma fraude detectada a cada hora (ou 24 por dia). Isso sem falar nas irregularidades até hoje não descobertas pela estatal.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) obtidos por meio da Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação).

De acordo com as informações disponibilizadas pela Sabesp, a zona norte foi a segunda região da capital paulista que contabilizou mais casos de furto de água no ano passado, com 4.380 fraudes detectadas (uma ocorrência a cada uma hora e meia ou 16 por dia, em média). (Confira o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)

Com 1 fraude detectada a cada hora, zona leste lidera gatos de água

Fraudes cresceram 34% em 2016

Entre janeiro e maio de 2016, a Sabesp detectou 9.428 casos de gato e outras fraudes na região metropolitana de São Paulo.

Esse número representa uma alta de 34% em relação aos 7.012 casos contabilizados no mesmo período de 2015.

Só neste ano, os furtadores desviaram 1,44 bilhão de litros da Sabesp _volume suficiente para abastecer 182 mil pessoas por um mês.

Por que isso é importante?

A Lei nº 9.433/97 (Política Nacional de Recursos Hídricos) prevê que a água “é um bem de domínio público” e que um dos objetivos dessa política é “assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos”.

Essa mesma lei federal determina ainda que “a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades”.

Em julho de 2010, a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) reconheceu o acesso a uma água de qualidade e a instalações sanitárias adequadas como um direito humano.

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