Home > Gastos Públicos > Gasto com seguro-desemprego bate recorde e chega a R$ 845 mi em SP

Gasto com seguro-desemprego bate recorde e chega a R$ 845 mi em SP

///
Comentários desabilitados
União gasta R$ 845 milhões com desempregados em São Paulo

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy; ele coordena ajuste fiscal nas contas públicas desde que tomou posse no cargo, em janeiro deste ano. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (23/06/2015)

O gasto do governo federal com o pagamento do seguro-desemprego registrou recorde no primeiro quadrimestre deste ano. Só a desempregados do Estado de São Paulo o repasse, ao longo de quatro meses, foi de R$ 3,3 bilhões (cerca de R$ 845 milhões mensais).

É o que aponta levantamento feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Caixa Econômica Federal obtidos por meio da Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação). A reportagem tabulou os valores dos repasses mensais feitos entre janeiro de 2005 e abril deste ano.

De acordo com as informações disponibilizadas pelo banco estatal, entre os primeiros quadrimestres de 2005 e deste ano, os repasses a desempregados do Estado de São Paulo cresceram mais do que quatro vezes: há dez anos, foram gastos R$ 739 milhões nos quatro primeiros meses do ano (cerca de R$ 185 milhões mensais). (Veja o detalhamento desses dados no infográfico abaixo.)

Gasto obrigatório bate recorde em 2015

Número de beneficiários chega a 797 mil no Estado

O número que residentes em São Paulo que recebem o seguro-desemprego tem crescido nos últimos anos, o que reflete o fraco desempenho da economia brasileira no período.

Em abril de 2005, 498.768 pessoas recebiam o benefício em São Paulo. Desde 2011, esse número se manteve sempre acima dos 700 mil (veja no infográfico abaixo).

797 mil beneficiários recebem seguro-desemprego em São Paulo

Desemprego tem a maior taxa desde 2010

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no último dia 25 que a taxa de desemprego no país atingiu a marca de 6,7%. Trata-se do maior índice de desemprego para o mês de maio desde 2010, quando ficou em 7,5%.

De acordo com o órgão, o aumento do desemprego está diretamente ligado às demissões promovidas pelo setor industrial do país.

Só em abril a indústria cortou 53.850 postos de trabalho com carteira no Brasil.

Gasto com seguro-desemprego bate recorde em 2015

Funcionários da Volkswagen participam de manifestação contra demissões, em São Bernardo do Campo, em janeiro. Foto: Adonis Guerra/Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (06/01/2015)

Apesar de reajuste, gasto obrigatório da União cresce em 2015

O gasto obrigatório da União (que abrange benefícios sociais e previdenciários, além de outros repasses) cresceu neste começo de 2015, o que levou a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) a cortar investimentos para equilibrar as contas.

Segundo artigo publicado pelo jornal “Valor Econômico” no último dia 26, em maio, os gastos com seguro desemprego e abono salarial cresceram 49,8%.

Por que isso é importante?

A Constituição Federal prevê, em seu art. 7º, inciso II, “o seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário” como um dos direitos “dos trabalhadores urbanos e rurais”.

Já a Lei nº 13.134/2015 determina que o seguro-desemprego “será concedido ao trabalhador desempregado, por período máximo variável de 3 (três) a 5 (cinco) meses, de forma contínua ou alternada, a cada período aquisitivo, contados da data de dispensa que deu origem à última habilitação, cuja duração será definida pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat)”.

Você também poderá gostar
Ministro pede revisão de norma que tira responsabilidade do TCU de receber denúncias sobre transparência
Com florestas em chamas, governo Bolsonaro investiu 24% a menos no combate ao fogo em setembro
25 anos de atraso: os pedidos de acesso dos Estados Unidos sem solução
Estratégias e táticas para acessar informações públicas em 5 lições
Repórter da ProPublica fala sobre acesso a e-mails de políticos e servidores
Repórter da ProPublica fala sobre acesso a e-mails de políticos e servidores